A Polícia Civil de Jales registrou um caso envolvendo a suposta compra de um cigarro eletrônico na Escola Dom Arthur, localizada no Centro da cidade.
A ocorrência consta em boletim da 1ª Delegacia de Polícia de Jales, datado de 11 de maio de 2026.
Segundo o registro policial, a diretora da escola procurou a Central de Polícia Judiciária para comunicar a situação.
Antes disso, a mãe de um aluno do 7º ano relatou o caso à direção da unidade escolar.
De acordo com o boletim, o estudante teria comprado um cigarro eletrônico de outro aluno adolescente, que cursaria a 2ª série.
Compra teria ocorrido dentro do banheiro da escola
Ainda conforme o documento, a suposta compra teria ocorrido no período da tarde do dia 23 de abril.
O boletim aponta que a negociação teria acontecido dentro do banheiro da Escola Dom Arthur.
Depois disso, a direção tomou conhecimento da situação.
Em seguida, a escola procurou a Polícia Civil e formalizou a ocorrência.
Além disso, a mãe do aluno que teria adquirido o cigarro eletrônico pediu a transferência do filho para outra escola.
A unidade escolar atendeu ao pedido.
Pagamento teria ocorrido por Pix
Conforme o relato apresentado à polícia, a diretora informou que o pagamento teria ocorrido por Pix.
Segundo o boletim, o valor teria seguido diretamente para a conta do adolescente apontado como vendedor.
No entanto, o documento não informa apreensão do cigarro eletrônico.
Além disso, o boletim também não registra situação de flagrante.
A ocorrência aparece como de autoria conhecida.
A Polícia Civil classificou a natureza do caso como “não criminal – outros não criminal”.
Anvisa proíbe venda de cigarro eletrônico no Brasil
O caso acende um alerta sobre a circulação de cigarros eletrônicos entre adolescentes.
Esses dispositivos também recebem nomes como vapes, pods ou dispositivos eletrônicos para fumar.
No Brasil, a Anvisa proíbe a fabricação, venda, importação, divulgação e distribuição desse tipo de produto.
Além disso, a RDC nº 855/2024 manteve e reforçou essa proibição.
Mesmo assim, os cigarros eletrônicos ainda circulam de forma irregular.
Por isso, o assunto preocupa famílias, escolas e autoridades de saúde.
Caso acende alerta para famílias e escolas em Jales
A situação registrada em Jales reforça a necessidade de atenção dentro do ambiente escolar.
Além disso, o caso mostra a importância do diálogo entre pais, alunos, direção escolar e autoridades.
Diante desse cenário, famílias devem observar possíveis mudanças de comportamento dos adolescentes.
Da mesma forma, escolas precisam ampliar ações de orientação e prevenção.
Por fim, o boletim não informa apreensão do objeto.
Também não há, no documento, registro de flagrante ou procedimento criminal contra os envolvidos.
Mesmo assim, o caso chama atenção para um problema que avança entre jovens: o acesso a cigarros eletrônicos, mesmo com a comercialização proibida no Brasil.