Uma cena registrada na manhã de ontem, quinta-feira, 24/09 expõe um problema grave no transporte coletivo de Jales: um cadeirante não conseguiu embarcar porque o elevador de acessibilidade do ônibus não estaria funcionando.
O caso ocorreu em um ponto próximo à Paróquia São José Operário. Segundo familiares que procuraram o Jornal Jales Agora, o motorista informou que não seria possível realizar o embarque devido ao defeito no equipamento.
O agravante é que, conforme a família, essa não foi a primeira vez. No mês passado, o mesmo cadeirante teria tentado utilizar o transporte para se deslocar pela cidade e novamente teria sido impedido de embarcar porque o elevador estava quebrado.
A situação levanta uma pergunta inevitável: de que adianta um ônibus carregar o símbolo de acessibilidade se, quando um cadeirante precisa utilizar o serviço, o equipamento que garante esse acesso não funciona?
Acessibilidade não pode existir apenas na placa ou no adesivo da lataria. Transporte público acessível é direito, não favor.
Também é necessário cobrar explicações dos responsáveis pelo serviço e do poder público. Se o problema já havia ocorrido anteriormente, há quanto tempo esse veículo circula nessas condições? O fiscal do contrato sabia da falha? Existe veículo reserva acessível? Houve manutenção, notificação ou alguma medida para evitar que o problema se repita?
Nos áudios enviados à reportagem, uma familiar também afirma que havia recebido informação de que uma vereadora de Jales disse em um grupo de WhatsApp que o equipamento estaria funcionando. Essa informação ainda precisa ser esclarecida pelos envolvidos.
Por fim, na manhã de quinta-feira o cadeirante ficou no ponto enquanto o ônibus seguiu viagem, triste se se ver…
O Jornal Jales Agora buscará manifestação dos responsáveis pelo transporte coletivo e dos órgãos competentes.
A resposta não pode se resumir a “o elevador está quebrado”. Quem depende dele também tem o direito de chegar ao seu destino, com segurança e dignidade.
Por: Luide Mendes – JALES AGORA